31 de jul de 2013

Padre José Moacyr Alves Pereira

Acabei de chegar do Cemitério São João Batista - um lugar bonito... há muitas esculturas para serem apreciadas.

Hoje foi a missa de corpo presente do Padre Moacyr, celebrada por Dom Orani Tempesta.


Padre Moacyr completaria 101 anos em 3 de setembro. Desencarnou na noite de ontem, sentado em sua poltrona, em seu quarto.

A sua única dificuldade era não ouvir nem enxergar muito bem. Fazia tudo sozinho, sem ajuda de nada nem de ninguém. Preferia usar as escadas do que o elevador. Gostava de contar sobre os anos que passou no Santuário de Caraça, MG.

Chegar aos 100 anos com muita lucidez, sem doenças e simplesmente entregar o Espírito é o que todos nós almejamos, mas para isso é necessário se despojar de muita, muita coisa - coisas externas e internas.

Muitos morrem todos os dias, mas acho que desencarnar é para poucos. Isso é realmente um prêmio ao se findar a missão existencial por aqui.

Trabalhe muito mais por nós, Padre Moacyr! Porque os Grandes Espíritos nunca descansam =)

30 de jul de 2013

E-books para Degustação

Ainda é cedo para eu disponibilizar alguns livros em e-books - que será feito no futuro, para leitura online ou download gratuito - mas, aceitando uma ideia dada (indiretamente) pela amiga e autora Jossi Borges, criei e-books degustativos de alguns livros.

Estão todos no Drive do Google e podem ser lidos online ou baixados como arquivos.

Estes livros estão disponíveis, no momento, apenas em formato impresso, que podem ser adquiridos no Clube de Autores.

Segue os livros e seus links no Google Drive :)


Mas também dispomos de e-books completos para distribuição gratuita. Na barra lateral esquerda há um widget com a lista de livros para fazer download. É só dar uma olhadinha e escolher qual vai querer :)

27 de jul de 2013

Resenha – Acanãs, de Julio Rocha.

Eu ganhei esse livro num sorteio em outubro de 2011, durante o Halloween Literário promovido pela Livraria Nobel, no Shopping Recreio. Foi quando tive a oportunidade de conhecer ao vivo vários autores e autoras da nossa nova Literatura Nacional, incluindo o Autor de Acanãs, Julio Rocha, de quem recebi pessoalmente o livro que somente agora resenho.

Acanãs, Aequilibrium, se desenvolve a partir de uma lenda indígena de tribos que viviam na região onde hoje é o Rio de Janeiro, Acanã e Aioa, inimigas ferrenhas que se mantêm em guerra pela posse da Lança Iandê, um artefato mágico capaz de evitar catástrofes naturais ou, se utilizada por um mal intencionado, capaz de destruir lugares inteiros, manipulando as forças da Natureza.

Os dias são os atuais e o lugar é o Rio de Janeiro, palco da história que reviverá uma antiga lenda indígena, uma guerra tribal mal resolvida e o alvo de uma destruição em massa.

A lenda fala de 6 bravos guerreiros com poderes sobrenaturais, que são os guardiões naturais da lança mágica Iandé, que lutam para que o mal não atinja a terra em que vivem. E essa lenda ganha contornos reais quando um acanã é sequestrado pelo clã Aioa, para obter a localização do esconderijo do artefato, desaparecido há mais de 100 anos. Tudo nessa lenda é real, inclusive o poder milagroso e devastador de Iandé.

Meu Achismo:

Em Acanãs, Julio Rocha usou todos os recursos para uma história de sucesso: um romance entre pessoas de clãs inimigos; magia; sobrenatural; pessoas comuns que acordam um belo dia com poderes incríveis; lugares reais em que o leitor pode se situar; a luta entre o bem e o mal. O melhor foi a utilização de um tema completamente fora dos padrões atuais de anjos – lobos – vampiros.

Com tantos elementos legais, era para Acanãs se tornar um best-seller, mas faltou algo muito importante: feeling. Faltou emoção, faltou mais humanidade aos personagens muito estereotipados.

A narrativa é impecável, mas é seca, rascante. Se fosse verbalizada, teria a voz de algum locutor do Loquendo. Sem a prosa, o Romance de aventura fantástica se tornou quase um texto técnico – ou, talvez, houve técnica demais. E Literatura é Arte e não Ciência Exata.

26 de jul de 2013

Resenha – Waverly Hills – Onde Reside o Mal, de Oscar Mendes Filho

Waverly Hills é um thriller de suspense e horror, de leitura rápida e instigante.

No prefácio, Oscar Mendes Filho conta a história – real – do Sanatório Waverly Hills, construído no final do Século XIX pelo Major Thomas H. Hays, em Kentucky, nos Estados Unidos. No início, Waverly era a moradia de Hays e sua família, transformando, pouco tempo depois, em uma escola. Anos mais tarde, durante uma terrível epidemia de tuberculose, a propriedade foi vendida e transformada em hospital para o tratamento das vítimas dessa doença que, naquela época, ainda não havia tratamento eficiente e cura, limitando-se a manter os pacientes o mais afastado possível do restante da população.

O hospital sobreviveu até o início dos anos 60, quando foi desativado. Tempos depois, tornou-se um asilo, que também acabou sendo desativado por conta de abusos contra os idosos.

Em 2001, Waverly Hills foi comprada por Joe Mattingly, que transformou o prédio em atração para curiosos e interessados em fenômenos sobrenaturais, pois, a essa altura, o antigo sanatório já tinha ganhado a fama de ser “mal assombrado”.

Muitas histórias e testemunhos surgiram então, todos de acontecimentos bizarros e tenebrosos, afinal Waverly Hills foi um lugar impregnado de muito sofrimento e “algo mais” que Oscar Mendes nos contará através de seus personagens Eduardo Matoso, Marco Yamashi e Ingrid Castro (estudantes de fenômenos sobrenaturais), Samanta Azevedo, Adriano Cunha, Lara Anastiel e Henrique Chaves (médiuns).

Esse grupo se une na intenção de descobrir se as histórias macabras acerca de Waverly Hills são mesmo verídicas, e partem do Brasil para Kentucky, para investigação e estudos.

O grupo se dividiu em 3, e cada dupla foi percorrer uma determinada área do prédio, exceto Ingrid, que adoeceu na viagem e permaneceu no hotel, auxiliando a distância com suas orações.

Por mais que pensassem estar preparados para o que poderiam encontrar em Waverly Hills, o grupo de pesquisadores não esperava vivenciar algo tão terrível, que acabou de forma muito trágica. O final foi curto, grosso e seco como um soco entre os olhos!

Meu Achismo:

Oscar Mendes Filho se utilizou de uma narrativa interessante: apenas os diálogos em primeira pessoa de todos os personagens, como se ele tivesse transcrito uma gravação de voz autêntica, como se o grupo e a história fossem mesmo reais (eu acho que não, mas parece, rs). Acho que a coisa funcionou bem pelo livro ser curto e a história uma noveleta.

Apesar das parcas descrições dos ambientes e das situações, era como se estivesse assistindo a um filme e não apenas lendo diálogos. Na leitura, se é transportado para a história, sendo possível vivenciar o medo, a angústia e o terror que os personagens passam em sua incursão pelo antigo sanatório.

Eu não esperava o final que teve. Oscar é mesmo um Autor impiedoso >.<

Veja as fotos do lugar.
Leia a entrevista com o Autor.
Conheça o blog Prisioneiro da Eternidade.
Onde comprar o livro.

25 de jul de 2013

Resenha – Romances em Fragmentos, de Pat Kovacs

Romances em Fragmentos é uma coletânea de noveletas e contos da Série Snake Stories, que foram escritas no período de 2004 à 2006, totalizando cinco histórias: Teatro Mágico, Samhain - Dia das Almas, Redenção, Solstício – O Nascimento do Sol e Só Resta o Começo.
 
Teatro Mágico – Laurent Lavoisier é um Mago que cai em desgraça após assassinar o seu próprio Mentor, o revolucionário Grão-Mestre Dominique Hanon. Assim como vários outros bruxos, Lavoisier é um Yagi, um agente-duplo que trabalha infiltrado no Exército Negro, auxiliando na derrubada das Trevas que devoram o Mundo Magnífico.

Entretanto, o hediondo ato que cometeu fez dele um traidor aos olhos de quem não conhecia os planos de Hanon. Perdendo-se em Trevas, a única salvação de Lavoisier será Julienne Jouvin, que arriscará tudo para resgatar o bruxo que entregou a própria vida pela causa da Revolução, auxiliando o Resistência Autônoma.

Samhain, Dia das Almas – O dia 31 de outubro é uma data de suma importância para o Mundo Magnífico. É Samhain, o Dia das Almas, em que os Espíritos descem a Terra para reencontrar antigos afetos ou buscar o perdão dos desafetos, e partir em paz para o Mundo Espiritual.

Michael Collins e Maeve são dois bruxos irlandeses com um caso de amor-e-ódio não resolvido. Neste específico Samhain, o Mundo Magnífico comemora o primeiro ano do fim da guerra entre Luz e Trevas, embora muitos tenham morrido nos confrontos.

Maeve, destroçada por dentro, decide se afastar da ruidosa comemoração na Taverna de Green Man... o que ela não esperava era vivenciar uma revelação e uma despedida tão bela quanto triste.

Redenção – Este conto é um relato retrospectivo contado em 1ª pessoa pelos dois personagens, Romero Malakian e Juliette Willians, sobre quando ainda eram Aprendizes no Instituto de Magia e Alquimia Hermes Trismegistus.

Ambos viviam em mundos opostos, sendo que Romero era um jovem Soldado Escuro do Exército Negro de Anthrax, e Juliette apenas uma Desperta, condição desprezada por bruxos como Romero, que provém de famílias antigas na Magia.

Apesar de ambos viverem em lados opostos, algo começa a acontecer entre eles... mas a condição de Romero é um abismo instransponível para o amor.

Solstício, O Nascimento do Sol – Esse é o conto mais leve da coletânea, contendo até alguma cena de humor. É uma aventura paralela da fanfic Animago Mortis (que ainda será readaptada).

Jamila (homenagem a uma das gatas lá de casa, que morreu há uns 3 anos) é uma Desperta que tinha como bichinho de estimação um gato persa que era, na verdade, um bruxo amaldiçoado e transformado em animal, Nikolai.

Nesta aventura natalina, Jamila faz de tudo para manter a farsa de Nikolai, pois sua avó (uma Comum, assim como os pais da menina) está muito doente e quer a companhia do bichano. Embora Jamila tenha feito de tudo para dar um “sumiço” no gato, Nikolai foi mais astuto e conseguiu ir para a casa da garota, no Mundo Incônscio.

Muitos atritos acontecem entre Jamila e Nikolai, mas a noite de Natal reserva algo mágico para esses dois.

Só Resta o Começo – Quando tudo se acaba mas a vida prossegue, o que nos resta?

Apenas recomeçar...

Este conto mostra o fim da guerra entre Luz e Trevas, quando o Mago Negro Anthrax é morto por Thomas Dobbermann (personagem de Tempo Paralelo – e o sobrenome de raça canina é proposital, pois sempre achei que Potter lembrava Pointer, raça de cachorro :P).

Muitos morreram nessa guerra, sendo que alguns desapareceram sem deixar vestígio, como foi o caso do bruxo Ahriman Mainyu, deixando para trás pessoas que o amavam, como Ghillie Dhu.

Dividido em 5 atos, o conto mostra a busca de Ghillie por Ahriman, pois sequer sabe se ele está vivo ou não. Dois anos se passam e nenhuma notícia se tem do bruxo, fazendo com que a moça viva uma sub-existência dividida entre buscas e lembranças. 

Meu Achismo:

Há alguns contos bons do início ao fim, como Teatro Mágico e Redenção, e há os melodramáticos, com momentos muito chatos intercalados nas passagens.

Por serem remakes de fanfics, a impressão que se tem é que os personagens são os mesmos, embora os nomes diferenciem entre eles. De fato são, com a exceção dos contos Redenção e Solstício, sendo que Nikolai é um P.O. meu desde a versão fanfic.

Romances em Fragmentos não é um livro para ser lido de uma só vez, pois a sensação de repetição pode deixar a leitura muito chata. A temática é a mesma para todos: a busca por ser melhor, abandonando as trevas da ignorância e buscando a luz do autoconhecimento, com uma pitada de romantismo, pois só o amor é capaz de transformar Trevas em Luz. A mensagem é essa, isso pelo menos eu tenho certeza, rs. E é isso que justifica essa coisa esquisita de se readaptar fanfics, correndo o sério risco de eu ser tachada de plagiadora. Mas, acho, a mensagem vale a pena :)

24 de jul de 2013

Resenha – Cítrico, de Simone Marques



Cítrico é a continuação de Agridoce, e é o segundo livro da Saga Sabores do Sangue (nome bastante sugestivo, né?), da Autora Simone Marques.

Em Cítrico, continuamos a acompanhar os gostos e desgostos das descobertas de uma vida inteiramente diferente para Anya, que começa a despertar também para outros sentidos que a deixam amedrontada, afinal ela foi tão tolhida em sua liberdade pela criação do pai, Edgar, que sua verdadeira personalidade ficou soterrada. Agora, sob sua nova condição de vida, de uma condição especial que a faz necessitar de sangue alheio, a liberdade antes cerceada, parece vir cobrar reparação, e a personalidade independente e temerária tão bem encoberta por Edgar vem a tona causando confusões no percurso.

Mas há algo em Anya ainda mais profundo e denso. Em sua condição especial de Portadora – uma forma natural e nada de vampirismo – ela é ainda mais especial, entretanto de uma forma sinistra que a coloca sob a mira de um poderoso Portador, que pensa ser superior a todos os outros: Sid.

Neste livro, as ações dos Caçadores são mais enfatizadas, mostrando serem eles os monstros da trama. Porém, há aqueles que se horrorizam com sua condição, como é o caso de Dante, que é abordado por esse grupo de “justiceiros do sangue” que age como verdadeiro bandido, pois, sob a alegação de livrar o mundo do mal, assassinando os Portadores, esses Antagonistas ameaçam, sequestram, estupram, torturam e barbarizam suas vítimas. E Dante será coagido a se unir a eles para caçar a sua Portadora, com quem terá uma relação dúbia, contraditória, que poderá leva-lo à loucura.

Meu Achismo:

Cítrico está muito mais introspectivo em relação a Agridoce, o primeiro livro da Saga Sabores do Sangue, e o seu ritmo é mais lento. Simone Marques se focou mais nos relacionamentos forçados pela condição do sangue, que afeta além da esfera Escravo – Portador – Antagonista, atingindo a todos que estão ligados a essas três personagens, unidas pelo destino de uma forma nada romântica e que ainda poderá ser muito trágica.

A condição além de especial de Anya faz dela um chamariz para os homens e, nesse ponto, eu acho que a Autora exagerou e muito, embora na vida real haja muitas mulheres e até garotas que muito adorariam ser desejadas por todos os homens que cruzem seus caminhos, seja jovem ou velho, seja lindo ou horroroso. Eu, como sou careta, gosto no máximo de um triangulo amoroso, afinal, como dita a sabedoria popular, três é demais! Imagine, então, 4, 5, 10 ou 20?!

Gostei que Daniel tenha tido a sua chance, que foi merecida. Ele é um personagem bacana, embora, eu acho que, o coração de Anya jamais pertencerá ao seu delicioso Escravo.

A história ainda está inconclusa. Terá uma continuação no próximo livro, o Etílico. Se em Cítrico a história foi ácida em suas ações até mesmo cruéis (por parte dos Caçadores), será que Etílico será explosiva e inebriante, como sugere o seu título?

Blog Oficial - Livro Agridoce.
Veja a resenha de Agridoce.
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