30 de jun de 2016

Festas Julinas no Rio de Janeiro para o mês de Julho

 
Dando uma refrescada na memória das leitoras e dos leitores, aqui está a postagem com as Festas Julinas que ocorrerão em todo este mês de julho no Rio de Janeiro.
 
MÊS DE JULHO:

Arraiá de Todos os Santos 
Dia 9 de julho.
Local e horário a ser definidos, vide Facebook do evento.
Shows de forró.
Grátis.

Festa de São João na Feira de São Cristóvão
Local
Todos sextas, sábados e domingos até final de agosto.
Das 15h às 22h
R$ 5 e R$ 10.

Festival de Quadrilhas Juninas do Rio de Janeiro
Área de Lazer dos Subtenentes da Vila Militar
Estrada São Pedro de Alcântara, 1462
Dias 2 e 3 de julho, às 16h.
Clube dos Magnatas do Rocha
Rua General Belford, 336, Rocha
Dias 16 e 17, às 16h.
Terreirão do Samba
Rua Benedito Hipólito, 66, Centro
Dias 30 e 31 de julho, às 16h.
Grátis.

Festa Julina da Rua Lauro Müller
Parque General Leandro
Dias 1, 2 e 3 de julho, das 15h às 22h
Grátis.

Arraiá da Fundição
Fundição Progresso
Dias 1 e 2 de julho, às 22h e 19h.
Shows de Alceu Valença, Chico Cézar entre outros, brincadeiras e barraquinhas.
De R$ 80 à R$ 160, sábado, e
de R$ 60 à R$ 300, no domingo.

Arraiá do Circo
Circo Voador
Show de Geraldo Azevedo
Dia 16 de julho, às 22h
R$ 100.

Arraiá do Bloco Vira Lata
Rua Pacheco Leão, 2038, Jardim Botânico
Dia 2 de julho, às 21h
Shows.
R$ 40 e R$ 60.

Arraiá Bloco Primeiro Amor
Rua pacheco Leão, 2038, Jardim Botânico
Samba, forró, sertanejo, barracas e brincadeiras
Dia 9 de julho, às 21h.
R$ 40 e R$ 60.

29 de jun de 2016

Hoje, Dia de Paulo de Tarso


São Paulo, o Apóstolo dos gentios, foi um seguidor e defensor póstumo de Jesus Cristo, responsável pela fundação de várias "igrejas" cristãs no primeiro século e autor de belas cartas que endereçava a essas igrejas, encorajando ou orientando na fé e na prática do Cristianismo nascente, ainda puro e imaculado.

O dia de sua homenagem e festa litúrgica é em 29 de junho, junto com São Pedro Apóstolo. Apesar de ser homenageado no período de festividades juninas, não faz parte dos festivais folclóricos tão populares tanto no Brasil quanto em Portugal, de onde foi importado.

Há um artigo bastante completo na Wikipédia, sobre São Paulo:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Tarso 

Hoje, Dia de São Pedro


O São Pedro pedra forte 
Rocha firme do senhor 
Intercede pela gente 
Nosso apóstolo pastor 
Reza pela tua igreja São Pedro protetor 
Reza pela tua igreja São Pedro protetor 
Ajuda o povo a caminhar 
Na tua igreja sem desviar (Refrão) 
rede na praia, barco no mar 
E a tua igreja a navegar (Refrão) 
ensina a gente evangelizar 
Nova semente a semear
(Hino de missa a São Pedro Apóstolo)



De pescador de peixes a pescador de homens e primeiro Papa da Igreja Católica, Pedro foi o mais devotado apóstolo de Jesus, independente de seu momento de fraqueza humana quando negou sua ligação com o Mestre... embora negado verbalmente, permaneceu próximo fisicamente até o fim. Mas tudo deveria ter sido como foi, senão talvez sequer tivéssemos esse pouco conhecimento que temos de Jesus e Seus ensinamentos.

Há um artigo muito bom na Wikipédia, sobre São Pedro.
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Pedro




Oração de São Pedro

Pela manhã, quando se levantar, antes de pôr o pé no chão e em jejum, faça esta oração para São Pedro, o apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo

“Glorioso apóstolo São Pedro, com suas 7 chaves de ferro abra as portas dos meus caminhos, que se fecharam diante de mim, atrás de mim, a minha direita e a minha esquerda. Abra para mim os caminhos da felicidade, os caminhos financeiros, os caminhos profissionais, com as suas 7 chaves de ferro e me dê a graça de poder viver sem os obstáculos. Glorioso São Pedro, tu que sabes de todos os segredos do céu e da terra, ouve a minha oração e atende a prece que vos dirijo. Que assim seja. Amém.”

Após fazer esta oração reze um Pai Nosso e uma Ave Maria.


26 de jun de 2016

Gato Colorido da Semana


"Tá de sacanagem?!"

Aposto que é isso que está pensando!

Bem, não estou de sacanagem, embora pareça... A coisa aí na foto não tem nada de colorido e menos ainda de gato, mas é uma coisa mais fantástica que um desenho fresco e coloridaço... trata-se de um achado arqueológico!

É verdade!

Encontrei esse desenho na entrada do corredor lá de casa, depois que uma boa camada da tinta foi removida... como eu moro naquela jurupoca há vida inteira e sou o único artista que já existiu por lá, só posso concluir que a obra de arte aí de cima é de minha autoria, especialmente que a coisa parece ser um gato estilizado! Gatos sempre fizeram parte da minha vida, antes mesmo de eu criar um, são o meu Totem, o meu Animal Espiritual. 

Pelas poucas lembranças que tenho das minhas primeiras obras de arte, suponho que o desenho aí tenha sido feito quando eu tinha entre 3 e 5 anos... lembro o quanto eu rabiscava tudo que podia, qualquer superfície: das paredes da casa aos sofás e cadeiras! Acho que é um dos motivos de eu apanhar tanto quando criança, não havia um dia sequer que eu não levasse algumas porradas... por isso sou hoje essa coisa indefinível, que nem a Espiritualidade sabe como resolver o.O

Saudosismos à parte, aí está o Gato Colorido da Semana, ou engodo da semana... embora tenha me comprometido em fazer um desenhinho simples e rápido de 10 minutos, vai ver se eu fiz -_-'

24 de jun de 2016

Hoje, Dia de São João


Hoje é dia que se comemora São João Batista, que aqui no Brasil é meio que reduzido a festividades que mais parecem, hoje, um Carnaval fora de época.

Não percebo uma grande devoção a este que foi o último dos Profetas de Israel, o "Segundo Cara no Comando", o precursor e anunciador do Messias da Era de Peixes (Jesus, o Espírito mais perfeito que encarnou na Terra) e reencarnação do Profeta Elias (isso é dito pelo próprio Jesus no Novo Testamento)... quando mencionamos São João Batista, apenas nos lembramos das festividades de raízes pagãs muito antigas, a que conhecemos por Festa Joanina ou mesmo por Festa de São João.

O princípio, meio e fim da história de João Batista está completa na Bíblia, que é relatada pelos quatro Evangelistas. Filho de Santa Isabel e Zacarias, concebido por eles em uma idade que à época se considerava imprópria para gerar filhos, sua concepção foi anunciada também por Arcanjo Gabriel, o mesmo que anunciou a vinda de Jesus para sua mãe, Maria de Nazaré.

Assim como a juventude de Jesus, a de João também é uma icógnita, pois sua história é contada de sua concepção e somente a partir de sua fase adulta, quando começa a fazer pregações no deserto e a batizar nas águas do Rio Jordão.

Um verdadeiro asceta, João Batista vivia apenas do extremo necessário para a manutenção de seu corpo físico, vestindo-se de pele rústica e alimentando-se de insetos e mel silvestre. Homem tenaz, em suas pregações não poupava sequer o rei Herodes Antipas, que, apesar disso, nutria certa simpatia pelo profeta, mas acabou cedendo aos caprichos de sua enteada, orientada por sua mãe perversa, que pediu a cabeça de João como presente.

João batizou Jesus nas águas do Jordão, assim como fazia com todos, embora tenha se recusado ao princípio, sabendo que o Mestre era o Messias prometido das Profecias. Após o batismo, Jesus começou publicamente a sua Missão entre os povos de Israel.


A história de São João Batista é das mais fascinantes da Bíblia, em especial do Novo Testamento. Um Espírito de grande envergadura que desceu à Terra para construir o caminho que levaria até Jesus, e que cumpriu com perfeição a sua Missão, inclusive resgatando pesadíssimo débito que adquirira enquanto encarnado como Elias, que ordenou a decapitação de 450 sacerdotes de Baal.

Seu carisma e sua superioridade levaram muitos a pensar que era ele o Messias esperado pelos judeus, e que João negava categoricamente, sabendo muito bem quem ele era e qual o seu papel na História.

Astrologicamente, João representa o encerramento de um ciclo, a Era de Áries (contando-se em sentido ascendente), que anuncia o Cordeiro de Deus (também uma representação de Áries) que será transmutado para o Avatar da Era de Peixes, que se iniciava. Peixes tem por elemento a Água, e somente após o batismo pela água que o Cordeiro se torna o Cristo, o Ungido, o Messias da Era de Peixes. Para entender sobre Era Zodiacais, leia este pequeno texto aqui.


A devoção a São João Batista não está restrita apenas à Religião Católica. Ele é citado e até personificado em diversas outras religiões, da Maçonaria à Umbanda. Prova mais do que contundente da grandeza desse Espírito. Na Wikipédia, há um artigo muito bom e abrangente sobre a história do último Profeta de Israel.

São João Batista na Umbanda é sincretizado com uma das vibrações Orixá Xangô, sendo o Patrono da Linha do Oriente, trabalhando especialmente com Cura.



Hoje, Dia das Fadas



Hoje é o Dia das Fadas!

Sabia dessa? Nem eu! Navegando e aprendendo O.o

Então, hoje não é apenas o dia de São João, o segundo Cara no Comando, mas também das Fadas, ou Faries, o mais delicado dos Elementais da Natureza.

O Reino Elemental é o reino intermediário entre os Reinos Animal e Hominal, é onde o Espírito estagia por um tempo depois que se eleva da categoria Animal mas ainda não está preparado para ingressar no Hominal, ou Reino Humano. É o "elo perdido" que os cientistas não conseguem descobrir simplesmente porque este Reino não está no mesmo plano vibratório que o nosso.

Os Elementais do Planeta Terra são divididos em quatro espécies de acordo com o Elemento a qual pertencem: Água, Ondinas; Terra, Gnomos; Fogo, Salamandras; Ar, Sílfides. Destas quatro espécies, há subdivisões, tipo raças, de Elementais da Água, do Fogo, da Terra e do Ar.

Os Sílfides, ou Silfos, são Elementais do Ar, e as Fadas que vemos em ilustrações, as típicas com asinhas de borboletas, pertencem ao Elemento Ar. Porém, há Fadas dos Elementos Água e Fogo também.

O filósofo grego Sócrates, em seu último discurso eternizado por seu discípulo Platão na obra Fédon, cita sobre esse tais Elementais do Ar sem, contudo, nomeá-los como hoje o conhecemos:

".....acima da Terra, existem seres vivendo em torno do ar, tal como nós vivemos em torno do mar, alguns em ilhas que o ar forma junto ao continente; e numa palavra, o ar é usado por eles tal como a água e o mar o são por nós, e o éter é para eles o que o ar é para nós. Mais ainda, o temperamento das suas estações é tal, que eles não tem doenças e vivem muito mais tempo do que nós, e têm visão e audição e todos os outros sentidos muito mais agudos que os nossos, no mesmo sentido que o ar é mais puro que a água e o éter do que o ar.

Eles também têm seus templos e lugares sagrados em que os deuses realmente vivem, e eles escutam suas vozes e recebem suas respostas; são conscientes da sua presença e mantêm conversação com eles, e veem o Sol, a Lua e as estrelas tal como realmente são. E todas suas bem-aventuranças são desse gênero".

Entretanto, as Fadas que conhecemos e são mais populares, são aquelas originadas dos Contos de Fadas, muitas vezes mostradas como criaturas simplórias e pueris, doutras vezes como serzinhos diabólicos, sendo que as antigas Fadas dos contos clássicos são as que mais se aproximam da realidade desses Elementais, como Espíritos da Natureza que têm o poder de conceder graças e favores àqueles que lhes são merecedores.

Não tem idade para ser fada! Foto de Fancy Fairy.

Na Wikipédia há um bom artigo a respeito das Fadas.

No site de Márcia Fernandes, há o Horóscopo das Fadas, em que você descobre quais são as Fadas que regem o seu nascimento, as características que elas empregam a você e até ensina como fazer agrados (oferendas) às suas Fadas Madrinhas :) 

No site WikiHow, você terá o passo-a-passo de como se tornar uma fada:

Mas, se acha muito radical se tornar uma fada, você ainda pode apenas parecer com uma:

Ou se apenas quer uma questão de visual, pode ser vestir com uma fada:
http://sussurrodoar.blogspot.com.br/2014/09/como-se-vestir-como-uma-fada.html

Oferendas para as fadas


As fadas são os seres feéricos que podem fazer com que tua vida flua ou que seja uma luta absoluta. Fazer-lhes oferendas é uma maneira de ajudar para que a energia em tua vida flua e se unifique.


As fadas gostam de caramelos, frutas, pastéis, sucos e outros presentes da Terra. É uma boa ideia deixar-lhes uma pequena porção de qualquer de teus pratos do Sabbath. Em Cornualles, o costume era não repreender nunca uma criança que derramasse leite, porque o leite derramado se considerava um presente para as fadas, e uma reprimenda faria com que parecesse que estavas dando com má vontade.


Na Inglaterra, tradicionalmente, as pessoas deixavam oferendas de leite açucarado e pão em suas cozinhas para favorecer a presença e a proteção desses seres mágicos. Outros alimentos que gostam esses seres são o gengibre moído, a cevada, os doces, a manteiga, o leite e o mel. Se quiseres podes colocar tuas oferendas feéricas em frente ao pentagrama ou em uma taça consagrada que podes deixar no jardim ou no pátio.


Confira agora uma lista de alimentos e bebidas que poderás utilizar como oferendas para as Fadas:


CERVEJA:
Esta é uma das bebidas preferidas pelos seres feéricos. A fabricação da cerveja é um processo que requer a bênção dos seres feéricos, especialmente se queres que tenha um bom sabor. Entretanto, eles são um pouco exigentes, gostam de cerveja alemã ou belga. Talvez porque não tenham experimentado a brasileira!


PASTÉIS E DOCES: Como as crianças, as fadas têm necessidade de açúcar que pode ser saciada com pastéis e doces.


PRODUTOS LÁCTEOS:
Devido à sua associação com animais de fazendas e com o primeiro ordenho de Imbolc, os seres feéricos apreciam as oferendas de leite, manteiga, queijo, etc. Talvez porque o leite está associado à Mãe, é um dos produtos favoritos desses seres. Se o leite derrama, não se aborreça, pois é considerado uma oferenda para os seres feéricos.


FRUTA: Tradicionalmente, a primeira e a última fruta de uma árvore frutífera se deixa como oferenda para a energia feérica. Os seres feéricos gostam de todos os tipos de frutas, como maçãs, peras, pêssegos, ameixas, etc.


MEL: O gosto pelo doce é plenamente satisfeito com o mel, mas prefira oferecer-lhes o mel silvestre.


SUCOS: Os sucos preferidos pelas fadas são os doces como os de maçã, uva e cereja.


ESPECIARIAS: Os seres feéricos sentem verdadeira atração por especiarias aromáticas como o gengibre, o louro, o tomilho, a canela, a alfavaca-cheirosa, alecrim.


CHÁS: Os seres feéricos gostam de chás, especialmente aqueles que são feitos de camomila, sassafrás, pêssego, maçã, baunilha.


VEGETAIS: De modo igual que ocorre com as frutas, a primeira e a última parte de uma colheita, como o último talo do milho, se deixa como oferenda às fadas. Além do milho, há outros vegetais dos quais esses seres desfrutam especialmente, incluídos as cenouras, os tomates, os pepinos, os feijões e os cereais em geral. Quando picares verduras, deixe o último pedaço e enterre-o na terra como oferenda para as fadas. Elas lhe serão muito gratas!


ÁGUA: Por ser um Elemento básico, as fadas preferem a água pura e natural, sem elementos químicos. Para oferenda tente sempre coletar água da chuva, do orvalho ou de fontes naturais. Pode-se usar a água mineral sem gás.


VINHOS E LICORES: Certos seres feéricos das casas têm como tarefa à proteção da adega, o armazenamento de cervejas, vinhos e licores. A tarefa de elaboração do vinho, assim como da cerveja, é um processo ao qual os seres feéricos podem ajudar ou dificultar. Eles sempre apreciam uma oferenda de vinhos e licores que podem ser usados em suas celebrações.

Texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto.


21 de jun de 2016

Princesas Disney Moderninhas


Há Princesas Disney para tudo quanto é gosto, forma e conteúdo! Elas parecem ser modelos incríveis que despertam as mais variadas ideias criativas de artistas do mundo todo. Na postagem anterior desse assunto, as Princesas foram retratadas em Art Nouveau. Nesta daqui, em diversos estilos moderninhos, deixando aquele ar sonso delas para os desenhos animados mesmo. Confira agora as ilustrações e veja se você se identifica com alguma destas princesas...


20 de jun de 2016

Mensagem em Esperanto da Semana


En la okuloj de junulo ardas la flamo. En la okuloj de maljunulo brilas la lumo.
Nos olhos do jovem arde a chama. Nos olhos do velho brilha a luz. (Victor Hugo)

19 de jun de 2016

Princesas Disney versão Alphonse Mucha

Se há uma coisa que o Pinterest nos faz bem, é a alegria para os olhos que nos traz! Pinando aqui e ali, acabei me deparando com essas belezas das Princesas Disney na versão Art Nouveau de Alphonse Mucha! Os artistas são diversos - nem todas as ilustrações são do mesmo - mas a arte é cada uma mais encantadora do que a outra. Depois daquela versão coreana tradicional, agora essa bela versão aqui :)
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18 de jun de 2016

Gato Colorido da Semana


Preciso me obrigar a desenhar e pintar, especialmente depois do desvairamento em gastar uma pequena fortuna com material artístico!

Então decidi criar algumas séries de desenhos, feitos casualmente e sem grandes preparos, logo algo despretensioso, que não me faça criar desculpas para não fazer! Desenhos rápidos, que se resolvem em 10 minutinhos, portanto nada que ocupe tempo ou que me faça cansar!

Depois de ver tanta coisa legal na Internet, legal e muito simples, de desenhos e pinturas que mais parecem rascunhos e esboços, não há porque eu não colocar o perfeccionismo de lado e criar os desenhos pelo simples prazer em fazê-los, sem a preocupação de uma estética que castra mais a liberdade de criar do que auxilia no processo de criação!

Para quem é capaz de fazer desenhos e pinturas perfeitos, detalhados e realistas, é maravilhoso e o resultado nem é tão difícil de alcançar... para quem não é, vale mais se divertir com os rabiscos e compartilhar com o mundo, pois há muitas pessoas que gostam do que é mais simples e visceral.

Portanto, nesta postagem inicio a série Gatos Coloridos, que tentarei trazer um novo a cada semana. 

O Gato Colorido de hoje foi feito diretamente no papel, sem rascunho ou esboço, usando o lápis de cor Mondeluz da Koh-I-Noor sobre papel Canson de um pequeno sketchbook.

Outras séries aparecerão por aqui ao longo do mês, desde que eu não permita que a preguiça comande. A outra série que já está no ar há um mês é a "Mensagem em Esperando da Semana", mas já estou com um atraso de três semanas e até agora só postei duas ilustrações com provérbios em Esperanto, ai ai!

Espero que goste desse gato verde com óculos :)


 

17 de jun de 2016

R.I.P. - Rubén Aguirre - Professor Girafales


Rubén Aguirre, ator mexicano que interpretava o inesquecível e perfeito Professor Girafales, morreu nesta sexta-feira, dia 17 de junho, aos 82 anos.

“Sou Linguiça de sobrenome mestre, digo, sou Professor e meu nome é Girafales.”

“Tá, tá, tá, tá… tá!”

“Por que causa, motivo, razão ou circunstância?”

” Por que os animais não comem com o rabo ? Porque não podem tirar o rabo para comer.”

” Enquanto tiverem os livros nas mãos, serão pessoas honradas, serão gente de bem, em outras palavras, serão como eu.”

“Quero ver, outra vez, seus olhinhos de noite serena.”

“Eu já tive alunos bons, regulares, ruins, péssimos e o Quico. Mas não se preocupe, é provável que haja piores.”

“A criança que amanhã será homem, a semente que amanhã será fruto, ao casulo que amanhã será mariposa.”

“Saiba que tudo que se vende pelas ruas faz mal. Por exemplo : churrasquinho, os refrescos, sanduíches daqueles que vem com maionese, com tomate, cachorro quente, empadas, os pastéis, coxinhas, risoles, etc, etc…”

“A única vez que errei foi quando pensei estar errado.”

“Upa, upa, upa, cavalinho alazão, lalalá…”

“Bem, esta representação teatral foi montada e dirigida pelo Seu Madruga, mas, por favor, não caçoem dele. Talvez a vocês o trabalho dele pareça tolo, inútil, comum, vulgar. Sim, concordo. Mas é que devem levar em conta que se trata de um indivíduo sem nenhum preparo. De um pobre diabo que nem sequer concluiu o primário. De um pobre infeliz que mal aprendeu a ler e a escrever. De um reles… deixe me continuar, Seu Madruga, de um João Ninguém…”
 
 

13 de jun de 2016

Santo Antônio de Pemba - Ogum, Exu, Zé Pilintra

Artesanato de Lídia Luz
Hoje é Dia de Santo Antônio (de Pádua, de Lisboa, de Pemba), que nas festividades meramente profanas, abre o período das Festas Juninas, cujo ápice é no dia 24 de junho, dia de São João. Mas Santo Antônio (e São João), não são meros personagens de festividades que, a cada dia, perdem sua essência, tornando a sua única razão de existir a comercial.
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Antônio, cujo real nome era Fernando, nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1191, e faleceu em Pádua, Espanha, em 1231. Essas datas, como suas biografias e até mesmo seus pais, são propostas, isto é, não existem documentos que comprovem fidedignamente tais fatos. O que se sabe, são contos populares, tradições passadas oralmente a cada geração, que se tornaram fatos verídicos graças a crença das pessoas.

Sobre a vida pública de Antônio, isto é, a sua vida de religioso, muita coisa ficou registrada. Foi contemporâneo de São Francisco de Assis, inclusive assistiu a canonização do Santo em 1228, dois anos após a morte dele.

Foi um grande evangelizador e orador. Há uma lenda em que conta a evangelização de Santo Antônio em uma praia. Conforme o Santo fazia sua pregação, os peixes espicharam suas cabecinhas para fora da água para ouvi-lo. Se foi mesmo verdade, certamente os animais foram atraídos pelo magnetismo dele. E esse talento de frei franciscano Antônio era o responsável por arrebanhar multidões em seus sermões, tanto de pessoas simples quanto de clérigos de boa formação. Existe até mesmo uma coletânea com textos originais do Santo; trata-se de Sermões Dominicais e Festivos.

Mas nem tudo são belas histórias. Antônio, à sua época, recebeu a alcunha de Martelo dos Hereges, por ser implacável com os chamados hereges, que eram os não-cristãos, geralmente pessoas que jamais ouviram falar em Cristo e na religião fundada pelos homens. Essa antiquíssima violação de direitos todos conhecem, não é?

Antônio de Pádua foi muito além. Considerado alguém com grandes dons do Espírito Santo (ou, no nosso atual entendimento, um extraordinário Médium), os conhecimentos religiosos e acadêmicos de Antônio também estavam muito acima do comum à época, sendo um verdadeiro intelectual:

Além de um conhecimento detalhado da Bíblia, dos escritos dos Padres da Igreja e outros escritores cristãos, são encontradas citações de clássicos como Aristóteles, Cícero, Catão, Sócrates, Dioscórides, Donato, Eliano, Escribônio, Euquério de Lião, Festo Solino, Filão de Alexandria, Tibulo, Sérvio, Públio Siro, Juvenal, Plínio, o Velho, Varrão, Sêneca, Flávio Josefo, Horácio, Ovídio, Lucano e Terêncio. Seu conhecimento das ciências naturais ultrapassa em muito o currículo regular das artes liberais medievais, aprofundando-se em áreas como a medicina, a física, a história natural, a cosmografia, mineralogia, zoologia, botânica, astronomia e óptica.

Nas palavras de José Antunes, “Santo Antônio de Lisboa, embora muito festejado e venerado como santo pelo povo, é menos conhecido como um homem de cultura literária invulgar e como um verdadeiro intelectual da Idade Média. Reveladora dessa cultura ímpar, é a sua obra escrita, cheia de beleza e densidade de pensamento, como nos testemunham os seus Sermões, autênticos tesouros da Literatura e da História. Vasta, profunda, extraordinária, a respeito da Sagrada Escritura. Ampla, variada e bem apropriada nas transcrições dos Padres da Igreja e dos Autores Clássicos. Impressionante, para o tempo, não apenas pelo conhecimento que revela das ciências naturais e das humanidades, mas igualmente pelo erudito discurso sobre noções jurídicas, como Poder, Direito e Justiça”.
Certamente, um grande Espírito de escol!

UMBANDA – SINCRETISMO: OGUM x EXU

Na tradição católica, de acordo com historiadores, Santo Antônio foi assentado como praça da Infantaria portuguesa por ter intercedido no ‘milagre’ da vitória sobre as forças espanholas e francesas, chegando à patente de Tenente-Coronel. No Brasil, ‘auxiliou’ nas lutas contra o Quilombo dos Palmares (pela Capitania de Pernambuco) e a esquadra de corsários franceses de Duclerc (na Capitania do Rio de Janeiro), ficando no posto de Tenente-Coronel até a Proclamação da República, quando teve seu soldo abolido pelo Marechal Hermes da Fonseca.Sendo identificado como padroeiro de incursões militares e batalhas, o santo frade acabou sincretizado com o orixá Ogum na Bahia, por exemplo.À época da escravidão, os negros eram forçados a abjurar suas crenças por imposição da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo também obrigados a adotarem para si nomes de santos, como Antônio, Benedito, José, João, Pedro etc. Na Umbanda, Santo Antônio é visto como um padrinho destes espíritos de escravos africanos, os pretos velhos, nomeando entidades desta falange.Pode-se conjecturar uma ligação (mas não o sincretismo) de Santo Antônio com Exu porque o matrimônio sela um compromisso de continuidade dos homens (pela família). Exu é o movimento, a dinâmica da vida, promovendo a interação entre Criador e criaturas (comunicação) e a perpetuação dos seres (reprodução). O símbolo deste Orixá é o falo - órgão sexual masculino -, representando a fertilidade. Suas características controversas – provocador, brincalhão, astuto, sensual – o associaram à figura bíblica de Satanás. Por ferir a moral cristã, a Umbanda não o aculturou como divindade; cultua apenas espíritos homônimos de características análogas – os exus e pombogiras, devotando-lhes homenagens em dia 13/6. Para os yorubá, etnia da qual herdamos a cultura dos Orixás, não existe conceito de pecado, nem divindade que seja a antítese de Deus (para eles, Olodumare).
Santo Antônio de Pemba X Exu
Entre Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pemba há muita diferença.
Como o número de escravos era superior ao dos fidalgos, erigiu-se em cada fazenda uma capela com o Santo da devoção dos Senhores ou Sinhás das fazendas, onde um Sacerdote da Igreja Católica fazia seus ofícios religiosos.
Quando os escravos adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu, fizeram-no por diversos motivos. O primeiros porque tinham que acompanhar o credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas, pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc, e o dono do fogo é Exu.
O dia de Santo Antônio de Pemba é 13 de junho, razão pela qual a Umbanda comemora nesta data o dia de Exu.
Fonte: http://www.caboclajurema.com.br/exus.htm



Santo Antonio X Zé Pilintra
Falar de Santo Antonio na Umbanda, não é tarefa fácil, ainda mais de Santo Antonio de Pemba , de Lisboa, de Ouro fino, de Pádua. Mas seja lá qual for o Santo Antonio, Uma coisa é
certa, Zé Pelintra trabalha muito com ele,e é o Santo em que Zé Pelintra deposita seus pedidos. De casamenteiro à Guerreiro, Santo Antonio às vezes é confundido com Ogum. Temos consciência que Ogum é Ogum, e Santo Antonio é Santo Antonio. Antonio, que largou tudo pelo sacerdócio da caridade e luta justa pelos valores dos humanos, seja o padre, ou o padeiro, o padre que alimentava seus fiéis pela palavra de Deus ou o padeiro que matava a fome dos pobrezinhos da aldeia de Pádua. Antonio, que quando vivo já era um Santo para o povo, após sua passagem se transforma em Santo Antonio Milagreiro. Zé Pelintra, em tudo que faz, homenageia Santo Antonio, inclusive, no dia 13 de junho, benze os pães de Santo Antonio, distribuindo-os aos filhos de fé, para colocarem no açúcar, e durante um ano inteiro, o pão permanece sem estragar. Isto para que não falte a fartura . Santo Antonio de Pemba, na Umbanda, que é o Patrono de Exú, que rege as legiões desses espíritos guerreiros e mensageiros dos Anjos Superiores (orixás), que preside as batalhas navais e terrestres. Santo Antonio que protege as pessoas dos espíritos malignos e que traz o que estava perdido. Zé Pelintra do Catimbó, ora muito a Santo Antonio. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: - Zé Pelintra, cadê Santo Antonio; Estava rezando e fazendo oração; Santo  Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação. e assim, Zé Pelintra, invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé. SALVE SANTO ANTONIO.
Fonte: http://www.zepelintra.com.br/santo_antonio.html
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13 de Junho – Dia dedicado a Santo Antonio de Pádua
Durante toda a história da humanidade, muitos homens, que mais tarde foram classificados com a alcunha de médiuns, produziram fenômenos impressionantes, às vezes independente de sua própria vontade. Fenômenos que, dependendo da condição em que se encontravam aqueles que os produziam, os levavam às fogueiras ou às forcas. Há de se concordar que todos tinham uma missão muito proveitosa à humanidade, mas foram incompreendidos na maior parte das vezes. Dentre os vários médiuns que já vieram à Terra para continuar a obra do Mestre Jesus, ao menos um merece ser destacado pela quantidade de dons mediúnicos que demonstrou possuir.

É o homem que em Portugal se chama Santo Antônio de Lisboa, e, na Itália, é chamado de Santo Antônio de Pádua.

No imenso panteão de santos que a Igreja Católica possui, existem catalogados 39 santos cujo nome é Antônio. Embora nem todos tenham datas conhecidas para veneração ou recebam tamanho culto pelos fiéis da igreja romana, vale ressaltar que um desses sobre-existiu. É o Santo Antônio de Pádua, cuja data de culto é o dia 13 de junho, dia em que faleceu no Plano Material.

Santo Antônio, cujo nome verdadeiro era Fernando Martim de Bulhões, nasceu em Lisboa, no dia 15 de agosto de 1195. Seus pais, Martim de Bulhões e Teresa Taveira, eram descendentes de famílias que chegaram a Portugal no tempo em que Dom Afonso Henriques, fundador da monarquia lusa, tomou dos sarracenos a futura capital do reinado português.

Nessa época, Lisboa era uma cidade pequena, de gente misturada - mestiça - com traços visíveis de suas origens árabes e romanos dos povos e cultos pagãos anteriores ao Cristianismo.

A palavra "pagão" aqui nesse texto refere-se às famílias que habitavam nos campos, ou camponeses, os quais tinham esse codinome. Nada se comparando com a conotação que mais tarde foi delegada pelos padres e catequizadores para designar todos aqueles que não adoravam o Deus católico ou o Papa.

Foi na Sé de Lisboa que Fernando de Bulhões recebeu os primeiros conhecimentos. Ficou ali até aos quinze anos de idade, frequentando as aulas de gramática, latim e música, na qualidade de moço do coro.

Em 1211 decidiu entrar para o convento dos frades agostinianos, em São Vicente de Fora, onde pouco permaneceu. Seu feitio moral não combinava com as perturbações que o importunavam e que o impediam de estudar e concentrar-se, o que o motivou a transferir-se para o retiro de Coimbra, em 1212.

Se as regras e obrigações dos frades agostinianos fossem rigorosamente obedecidas pelos membros da congregação, talvez Antônio tivesse permanecido no mosteiro de Santa Cruz, em São Vicente. Porém, o dia-a-dia dos monges era algo que estava longe de ser compreendido como modelo de vivência monástica. A riqueza do mosteiro, as questões que envolviam dízimos e imunidades fiscais, traziam vergonha e furor ao frade, já que o seu pensamento era idêntico ao de Francisco de Assis.

Em Coimbra, estudou filosofia e teologia, adquirindo a erudição mediúnica que mais tarde constituiu-se o traço fundamental de sua inconfundível figura.

A situação religiosa da Europa, na época em que viveu Antônio de Pádua, estava caótica. A Igreja Romana perseguia e matava milhares de pessoas em nome do amor de Jesus, do perdão e da paz. Com a desculpa de catequizar os "hereges" da Igreja Grega e os "pagãos" seguidores de Maomé, a Igreja Católica Romana incitava o clero e demais fiéis a saírem em diversas empreitadas a fim de saquear os seus opositores, através do que ficou conhecido como "as Cruzadas". O poder da Igreja deixou de ser eterno e espiritual para se transformar em um poder político e temporal. O Papa, cheio de riqueza e poder, era o centro de todas as intrigas políticas da época. Contudo, ninguém sequer abria a boca em sinal de protesto, tamanho era o medo causado pelas fogueiras, pela excomunhão e pelas masmorras.

Nessa época, ganhava fama a ordem inaugurada por Francisco de Assis. Diversos homens encontraram nas palavras de Francisco a força e a coragem necessárias para propagarem a fé verdadeira no Cristo Jesus. Porém, o fanatismo dos novos franciscanos foi motivo de muitas atrocidades e resultados insatisfatórios junto aos povos. Certa vez, um grupo de cinco frades franciscanos foram massacrados em Marrocos, devido à sua impetuosidade em evangelizar os maometanos. Seu radicalismo era tão excedente que eles se referiam a Maomé como "maldito, profano, sujo e maligno profeta". O fanatismo e a intolerância dos frades eram tão grandes que foram então fendidos à espada e degolados.

Esse massacre dos frades franciscanos entusiasmou o jovem Fernando de Bulhões, que resolveu seguir o exemplo de abnegação dos frades e entrou para o convento franciscano fundado pela rainha D. Urraca, mulher de Afonso II, em Olivais, Coimbra. Assim, aos 25 anos de idade, em 1220, abandona o nome de batismo e adota o nome de Antônio, padroeiro do convento de Olivais.

Logo assim que tomou ordens no convento de Olivais, quis Antônio seguir para a África, a fim de sofrer os martírios em nome da fé. Porém, tão logo chegou no continente, adoeceu gravemente e foi reembarcado para a Espanha, mas o navio em que estava Antônio saiu de sua rota e foi aportar na Itália, na costa de Taormina, Sicília. Dirigiu-se para Messina e lá convalesceu durante dois meses.

Antônio permanecia ignorado enquanto convalescia até que certa vez surgiu a oportunidade de iniciar as demonstrações de seus dons mediúnicos. Dons estes que encheram de luz e maravilhas, ditos como milagres, as terras da Itália e da França.
Em Porciúncula, reuniram-se cerca de 3.000 frades franciscanos numa assembleia em que Francisco de Assis, fundador da Ordem, foi o presidente. Antônio lá compareceu, mesmo sem ter sido convocado, e porque era figura inteiramente desconhecida, não foi sequer notado. Juntando-se ao fato de ser tão franzino e ainda estar em convalescença, Antônio era modesto e humilde, e escondia cuidadosamente suas qualidades mediúnicas.

Porém, noutra ocasião, numa assembleia ocorrida em Forli, na Itália, entre franciscanos e dominicanos, foi que surgiu a oportunidade para Antônio. No refeitório, o prelado pediu aos frades que dissessem algumas palavras evangelizadoras. Após várias recusas dos frades, em tom de zombaria, forçaram o insignificante Antônio a fazer a pregação evangelizadora. Ele escusou-se, mas disseram: "Diz o que o Espírito Santo sugerir".

Antônio começou a falar e iniciou pelo temor a Deus e, aos poucos, foi se infiltrando nos pontos delicados da doutrina e da prática do cristianismo, demonstrando um profundo conhecimento das Sagradas Escrituras. Assustados, informaram o caso a Francisco de Assis e, dentro de pouco tempo, foi transformado em pregador eminente. Junto às pregações, Antônio produzia os mais assombrosos fenômenos mediúnicos que revolucionaram a todos.

No processo de canonização de Santo Antônio de Pádua, foram relatados nada menos de 53 fatos, chamados milagres, realizados pelo frade.

Santo Antônio de Pádua, ou de Lisboa, foi um grande médium e possuidor de diversos dons espirituais inerentes à sua condição mediúnica: foi audiente, profético, inspirado, médium de transporte, de efeitos físicos, de materialização, transfiguração, curador e transmissor de fluidos (passista).

Após ter vivido só sete anos como frade franciscano, pois desencarnou aos 36 anos de idade, encheu as crônicas de Portugal, França e Itália com as manifestações de sua mediunidade excepcional, como pouquíssimos médiuns que têm baixado à Terra trazendo tamanha força e riqueza mediúnicas.

Sentindo-se enfermo, esgotado, retirou-se para o campo em Arcela, e aí, em pouco tempo piorou e morreu, no dia 13 de junho de 1231.

Isto foi ocultado pelos frades, mas à hora da morte, nas ruas de Pádua, as crianças foram avisadas por intuição e começaram a gritar: "Morreu o frade santo!", "Morreu o Santo Antônio!".

Depois de voltar ao Espaço, Antônio de Pádua operou vários prodígios espirituais. Apresentava-se positivamente onde quer que fosse solicitado pelo crente mais devoto e então agia conforme a fé e o merecimento do solicitante.

Foi canonizado pela Igreja em 1232, onze meses após sua morte, pelo Papa Gregório IX. Já o Papa Leão XIII chamou Santo Antônio de "Santo de todo mundo".
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